sexta-feira, 20 de julho de 2012

Década de 20 Anos Loucos.

Cenário Político.

"O Brasil estava vivendo uma grave crise não apenas econômica, como também social, política, ideológica e cultural, que colocava em discussão todo a estrutura política da chamada República Velha. O sistema de dominação oligárquico, implantado com o advento da República, começava a definhar. Durante os anos 20, a situação política do país iria se agravar, passando por várias etapas de um processo gradativo de contradições sociais e políticas, que terminaria por levar ao colapso final das instituições oligárquicas com a crise mundial de 1929-1930.
A População Rural era maioria sendo submetidas ao domínio dos “coronéis”, que mantinham seu poder graças ao funcionamento da chamada “política dos governadores”. Viviam em um mundo à parte, e através do voto de cabresto, não podiam influir na vida política nacional. Não Havia como esperar que viesse a surgir dos setores rurais um movimento que questionasse o poder das oligarquias dominantes. O Empresariado Industrial vinha crescendo e adquirindo feição própria, ms com interesses próprios a defender. Estavam ligados aos setores oligárquicos, pela sua origem e formação, logo não assumiam uma postura independente e, menos ainda, de contestação ao regime vigente.
As Camadas Médias Urbanas haviam se tornado mais numerosas e diversificadas. Englobavam amplos setores populacionais, principalmente das grandes cidades, mas adotavam uma postura passiva frente às oligarquias. Contudo, naquele momento de crise, como a que abalava o país nos anos 20, mostravam-se insatisfeitas com a falta de liberdade e as limitadas possibilidades de influir na vida política. Predispuseram-se, então, à revolta e a apoiar ações radicais contra o poder oligárquico, mas faltava-lhes organização, não tinham partidos políticos que pudessem conduzi-los à luta. Quanto aos Comunistas, apesar de já terem criado o PCB (Partido Comunista Brasileiro), em 1922, contavam com uma organização débil, devido a perseguições e repressões sofridas pela polícia. Não seria daí que viria a liderança de oposição.
 O Tenentismo veio preencher o espaço vazio pela falta de lideranças civis aptas a conduzirem o “processo revolucionário” brasileiro. Transformando o descontentamento generalizado em ação política contra os grupos dominantes, os “tenentes” assumiram, então, um papel de destaque substituindo os inexistentes partidos políticos de oposição. A “revolução” aparecia como única saída naquele momento, para os graves problemas vividos pelo povo brasileiro. O tenentismo acabou sendo a “revolta possível contra o sistema de dominação existente na República Velha”. Foi a expressão de violência de todos os setores insatisfeitos e revoltados com a violência dos grupos oligárquicos dominantes. “Ele foi o fruto da crise da República Velha”. "

Moda e a mulher dos anos 20

Uma década de prosperidade e liberdade, animada pelo som das jazz-bands e pelo charme das melindrosas - mulheres modernas da época, que frequentavam os salões e traduziam em seu comportamento e modo de vestir o espírito da também chamada Era do Jazz.

A sociedade dos anos 20, além da ópera ou do teatro, também frequentava os cinematógrafos, que exibiam os filmes de Hollywood e seus astros, como Rodolfo Valentino e Douglas Fairbanks. As mulheres copiavam as roupas e os trejeitos das atrizes famosas, como Gloria Swanson e Mary Pickford.
A cantora e dançarina Josephine Baker também provocava alvoroço em suas apresentações, sempre em trajes ousados.

Livre dos espartilhos, usados até o final do século 19, a mulher começava a ter mais liberdade e já se permitia mostrar as pernas, o colo e usar maquilagem. A boca era carmim, pintada para parecer um arco de cupido ou um coração; os olhos eram bem marcados, as sobrancelhas tiradas e delineadas a lápis; a pele era branca, o que acentuava os tons escuros da maquilagem.


* O estilo Art Déco influencia as artes e arquitetura e consequentemente a moda .
* O cinema mudo atinge seu auge encantando e divertindo as pessoas.
* Homens vestidos de terno,  era comum nos anos 20.


Música dos anos 20
É extremamente difícil nos dias de hoje imaginar o impacto que essa nova música vibrante , sensual, dotada de “swing”, provocou sobre as platéias da época. Antes do jazz, a música para dançar era de origem européia, bastante formal e com regras claras para o contato entre os pares. A chegada do novo estilo, que trazia o caráter lascivo das danças coladas de cabaré, causou grande furor na imprensa conservadora e escandalizou a sociedade americana. Por outro lado, foi justamente esse um dos motivos que fez o jazz, desde que executado por músicos brancos, agradar em cheio à juventude enriquecida e emancipada que surgira no período posterior à Primeira Guerra Mundial. Até o começo dos anos 20, o jazz enfrentava resistência devido ao racismo - grandes músicos negros não obtêm reconhecimento. Apesar dos excelentes músicos brancos de jazz, italianos e judeus, os inovadores são os negros, e Nova Orleans constitui-se no principal centro. A acelerada migração leva muitos artistas a outras partes, Mississippi, Chicago e depois Nova York. Surgem pioneiros como o pianista Tony Jackson, o cornetista Buddy Bolden, Freddie Keppard, Jelly Roll Morton, Alan Philip e Kid Thomas Valentine. O trompetista de Nova Orleans, Louis Armstrong (1900-1971) envolve-se com diversas formações de bandas de jazz e inaugura a série Hot Fives e Hot Sevens em gravações elétricas. É ele que permite a solistas maior liberdade em relação às estritas regras clássicas do estilo. Armstrong torna-se o primeiro e um dos maiores solistas da história do jazz. Seus discos abrem novos caminhos para a música, com um estilo que alterna tensão e descontração. Outro nome do período é o pianista e compositor Duke Ellington (1899-1974), responsável pelas composições de jazz para grandes grupos de músicos e introdutor da era das big bands.

Com o crescimento e popularização do rádio nas décadas de 1920 e 1930, a música popular brasileira cresce ainda mais. Nesta época inicial do rádio brasileiro, destacam-se os seguintes cantores e compositores : Ary Barroso, Lamartine Babo (criador de O teu cabelo não nega), Dorival Caymmi, Lupicínio Rodrigues e Noel Rosa. Surgem também os grandes intérpretes da música popular brasileira : Carmen Miranda, Mário Reis e Francisco Alves.


Fotos 

 



Muito interessantes vale a pena conferir!!!
Fontes obtidas dê:  


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